Ebserh contratará mais de 6 mil profissionais

78 trabalhadores são resgatados no Distrito Federal pela Fiscalização do Trabalho.

Organização religiosa na região administrativa de Ceilândia submetia grupo a trabalho forçado.



Nesta quinta-feira, 19, foi divulgado o resgate de 78 pessoas de condições similar a de que eram submetidas a trabalhos forçados por uma organização religiosa na região administrativa de Ceilândia (DF). A ação fiscal foi organizada por auditores-fiscais do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, também participaram da ação representantes do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Federal, policiais federais e equipes da assistência social do Governo do Distrito Federal.

A maioria do grupo era formado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, entre os resgatados tinha três crianças, morava em cinco imóveis ligados à entidade, dois próprios e três alugados, com a promessa de que iriam para "casas de recuperação", informou o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Os trabalhadores vendiam sacos de lixo nas ruas da região, que eram produzidos em um imóvel próximo da igreja, cujos cultos eram obrigados participar, havendo punições em caso de descumprimento. "Nos relatos dos resgatados, há espancamentos e prática de assédio moral organizacional, caracterizado pela imposição violenta de normas de conduta", segundo informações do Ministério.

Após inspecionar a fábrica dos sacos de lixo e alojamentos, colher depoimentos de trabalhadores e do empregador - dirigente da igreja e das "casas de recuperação", a equipe de fiscalização constatou que todos os trabalhadores foram submetidos a trabalho forçado, uma vez que eram arregimentados e mantidos na organização religiosa sob engano.

Os trabalhadores resgatados foram cadastrados para emissão do Seguro-Desemprego Especial de três parcelas, cada uma no valor de um salário-mínimo, e vão contar com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT). 

As máquinas utilizadas na fabricação dos sacos de lixo foram interditadas por apresentar risco à segurança e saúde dos trabalhadores.




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