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Motim de Pms no Ceará.

Ministros classificam como "ilegal", "inadmissível" e "um perigo"



Nesta quinta-feira, 20, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram o movimento de policias militares do Ceará. Antes da sessão do Plenário do STF iniciar os ministros Ricardo Lewandowski, classificou como "um perigo para as instituições" e Alexandre de Moraes como "ilegal" e "inadmissível" o motim.

Ex-secretário de segurança pública de São Paulo e ministro da Justiça no governo do ex-presidente Michel Temer, Alexandre Moraes, disse que a Constituição proíbe a greve de forças de segurança e defendeu a punição para os policias que participaram do movimento no Ceará.

Questionado sobre a situação de Cid Gomes, senador licenciado (PDT) baleado ao tentar entrar em um batalhão da Polícia Militar com auxílio de uma retroescavadeira, na cidade de Sobral, ele afirmou que a situação poderia ter terminado em um "morticínio gigantesco", os policias não deveriam ter atirado.

De acordo com Moraes, "O que vem acontecendo no Ceará é inadmissível. Crime de dano ao patrimônio público,, destruindo viaturas, tiros".

O ministro disse que não pretendia entrar "no mérito" dos fatos porque não estava lá. "Mas como se pode disparar tiros a esmo?", questionou antes da sessão desta quinta do Supremo Tribunal Federal, e defendeu, "precisa ter consequências tanto na Justiça comum quanto na criminal".

Ricardo Lewandowski declarou, "É um perigo para as instituições", "Como ministro do Supremo Tribunal Federal, acho que é extremamente preocupante uma greve de policias militares ou qualquer corporação armada. É constitucionalmente vedado que corporações armadas façam greve".

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano de 2017 foram consideradas ilegais greve de agentes de segurança, como policias civis, policias militares, agentes penitenciários e bombeiros.

Por se tratar de uma instituição armada do Estado, a policia não pode fazer greve, porque isso afeta e prejudica toda a sociedade. A decisão vale para todos os casos de paralisação de policias que cheguem a qualquer instância da Justiça.

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